O dia 7 de novembro enfim chegou e foi o melhor da minha vida, mas até esse dia chegar muita coisa rolou.
A notícia
Já havia lido sobre Paul McCartney no Brasil em 2010, mas como uma suposta data em abril foi cancelada, confesso que perdi um pouco das esperanças para que esse show fosse realizado ainda neste ano. Mas felizmente a vinda de Paul ao Brasil foi confirmada, com o primeiro show na América Latina da turnê Up and Coming, em Porto Alegre no dia 7 de novembro. Sem hesitar informei ao meu pai, outro grande fã de Beatles, e de imediato combinamos nossa compra de ingressos e ida a Porto Alegre.
Ingressos
No dia 7 de outubro, foi liberada a venda de ingressos pela internet, às 8h. Com muito custo, depois de uma manhã inteira tentando comprar os ingressos (o site estava muito lento e dando muito erro), conclui minha compra às 13h. O alívio de conseguir reservar meus ingressos foi grande. Mas ainda faltava tê-los em mãos. Assim, programei uma ida a Porto Alegre, especialmente para retirar os ingressos no estádio Beira-Rio. Pouco menos de 15 minutos na fila para a retirada dos ingressos e agora de uma vez por todas, os tinha em mãos. Era difícil de acreditar que iria realizar um sonho que, até pouco tempo atrás seria praticamente inviável. Com o ingresso “Gramado Premium” em mãos, confesso que deixei escapar uma lágrima dos olhos. Veria de perto meu ídolo, dono das canções que embalaram parte da minha vida.
Dia de show
Semanas antes do dia 7 de novembro chegar, não conseguia conter a ansiedade. Dias antes, não conseguia pregar o olho antes de dormir, pensando em como seria o show e quão emocionante seria. No dia 6 de novembro cheguei a Porto Alegre, preparada para o show. E enfim o dia mais esperado por mim, e por mais 50 mil pessoas, chegou. Eu e meu pai entramos na fila por volta das 13h. Os portões se abriram às 17h30, mas só conseguimos pisar no gramado do estádio às 18h. Lá dentro, uma espera de mais 3 horas, com amigos que fiz durante a fila de espera para entrar no estádio. Com a câmera a postos esperei, com o coração batendo muito forte, que Paul aparecesse no palco. Por volta das 21h10, Porto Alegre vivia um momento de emoção plena, com mais de 50 mil pessoas gritando em coro “Paul, Paul”, e 10 metros a minha frente, Sir McCartney iniciava o primeiro acorde de Venus And Mars. O show começou e ainda depois de algumas músicas, não conseguia acreditar que estava vivendo aquele momento. Nunca me passou pela cabeça ir a um show de um Beatle, muito menos com meus apenas 17 anos de vida. Ainda busco palavras para definir o show como um todo, mas posso dizer com convicção: INACREDITÁVEL!

Paul McCartney tocou corações e rompeu todas as barreiras de dificuldades que qualquer pessoa poderia ter. Nos primeiros instantes de show já não sentia mais dor alguma, não sentia calor, nem frio, nem cansaço, nem nada do tipo. Apenas sentia uma felicidade gigantesca mista de uma emoção indescritível. Meu pai, com seus 47 anos, tinha um brilho nos olhos impagável. Nunca o vi com tanta energia. Curtiu às 3 horas de show ao meu lado, sem reclamar de dor alguma, pulando, me ajudando a levantar os cartazes que fizemos para o Paul, e cantando com muita felicidade.

E o que dizer sobre a simplicidade do Sir? Ele, que não precisava de nada, fez TUDO o que podia para agradar os fãs brasileiros, e como se não bastasse, falou “gauchês”. Se Paul tivesse vindo ao Brasil para tocar somente Venus And Mars (música que abre a turnê) e finalizar com Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band/The End (músicas que fecham a turnê), ou se apenas viesse para tocar simplesmente uma única música, o show já seria incrível. Mas não, Paul deu o seu melhor, e tinha questão de mostrar isso aos fãs. Não se contentava em somente ser agradado. Queria agradar. E agradou! Na música Here Today, uma homenagem de McCartney a Lennon, não me contive e a emoção falou mais alto. E não poderia ser diferente. Nesse momento, as 50 mil pessoas se tornaram mudas, podendo se ouvir somente a voz de uma única pessoa: Paul McCartney. Mas o ápice da minha emoção chegaria mais longe. No fim do show (antes do bis 1 e bis 2), Sir Paul sentou-se ao piano novamente, tocando Let It Be seguida de Live and Let Die e por fim Hey Jude. Quando o show de fogos explodiu em Live And Let Die, meu coração explodiu junto, mas de emoção. Não sei explicar o porquê, mas foi o momento mais lindo que já vivi até hoje.

O espetáculo de Sir Paul foi finalizado com uma imensa chuva de papel picado verde e amarelo, e uma frase dita por ele mesmo, Sir Paul, mais ou menos assim: “Tchau Brasil! Tchau Porto Alegre! Obrigado! Até a próxima!”. Além de tudo o que fez durante as 3 horas de show, o Macca ainda deixou os gaúchos com esperanças de vê-lo novamente. Que a tua palavra seja cumprida Sir, e que possamos te ver com toda essa energia em breve. Agora, exatamente 24 dias após o show, ainda sinto uma emoção muito forte ao relembrar os momentos do dia 7. Sonho realizado. Meta de vida cumprida, mas, mesmo que o show já tenha acabado ele continua rolando dentro de mim. Faria tudo de novo, sem dúvidas. Quero voltar! O tempo voou e ainda me parece surreal. Obrigada Paul, por fazer do dia 7 um sonho realizado e o dia mais feliz da minha vida. E que a energia do show do Sir McCartney dure para sempre!

In memorian - 07/11/2010, o melhor dia da vida de 50 mil pessoas… e o meu também!





